sábado, 22 de novembro de 2008

A Guerra dos Meninos Invisíveis na Terra do Jumento - Parte I


A Guerra dos Meninos Invisíveis na Terra do Jumento - Parte I


Por: Valter Alves de Oliveira Filho1Há tempos em que as crianças e adolescentes são alvos fáceis da marginalização e de violações dos seus direitos, e historicamente no Brasil, Códigos, Regulamentações, Decretos e Leis sempre buscaram cercear o que há de mais nobre na infância de todos nós, a “LIBERDADE DE IR E VIR”. Registra-se no Museu do Patrimônio Histórico Nacional – Rio de Janeiro-RJ, o primeiro documento comprobatório de prisão de uma criança cujo nome revelado seria de Michel Lopreu, datada de 1876, no Segundo Reinado. Sob a acusação de mendigar pelas praias nobres da Capital, acesso permitido apenas aos nobres e a família real. Pelos idos de 1945, Jorge Amado, escritor baiano de inúmeras obras que tratam das questões de desigualdades sociais no Brasil, escreveu entre tantos livros: Capitães de Areia, dando ênfase ao “drama dos filhos da pobreza”, que quando não jogados aos depósitos dos reformatórios eram caçados a bala pela polícia baiana, sergipana e alagoana. Na sua primeira edição, o livro foi censurado pelo “Estado Novo”, mesmo o populista Getúlio Vargas, (pai da pobreza) sentia náuseas ao ser questionado pela imprensa da época quanto ao problema. Nos anos de Chumbo, a pátria amada, escondeu seus filhos “mal-amados”, dando-lhes tratamentos a cacetadas nos porões das Fundações do Bem-estar da Família - FEBEMS. Outras experiências ocorreram no período pós-ditadura militar, no Rio de Janeiro o Governador Leonel Brizola, cria os Centros de Assistência ao Menor, apelidados de “brizolões”, que assistia a crianças com educação integral e “guardava” os infratores com residência no próprio estabelecimento de ensino.A Constituição de 1988 prevê a criação de uma lei específica para tratar as questões relacionadas aos direitos da criança e o do adolescente, e em Julho 1990, é anunciada aos brasileiros(as) a Lei N.º 8.069/90 - Estatuto da Criança e Adolescente – ECA. À custa de muita, luta, sangue, suor e lágrimas, a sociedade civil organizada viu brotar a semente de uma vida assegurada sem maiores preocupações, pois dentre os direitos fundamentais estavam expostos compromissos tais como: Da família, da Sociedade e do Estado Brasileiro, para com as nossas crianças e adolescentes. Criaram-se Conselhos de Controle Social, Associações, Organizações não-govenamentais – ONGS, BONGS, Conselhos Tutelares, Estruturas de Governo, mas nada disso, impediu ainda os olhares da criminalização da criança e do adolescente pobre nas nossas praças. Pura hipocrisia beijar crianças em seus discursos e, no entanto, achar que o “sujinho” da Rua da Praia, não possa freqüentar a praça, até mesmo porque o lazer, a educação, a cultura, a convivência em comunidade deveríamos estar assegurando, por Lei e por direito. Não posso cobrar o que neguei enquanto, cidadão, sociedade e autoridade pública. Se nosso “olhar narcisista” de (ortoridade) não considera a beleza de ser livre, eles nos dão a maior lição na Guerra de Nervos que provocam aos que acham e os querem tornar invisíveis. Parafraseando Dom Hélder Câmara, diríamos: “tratai as crianças como crianças”.

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1. É professor da Rede Municipal em Santana do Ipanema;2. Foi Conselheiro Tutelar na Gestão 1998;3. Foi Presidente do Conselho Municipal de Direitos - Gestão 2001-2003;4. Assumiu a Coordenação Municipal de Defesa Civil em 2004;5. Articulador do Movimento Pró Comissão de Direitos Humanos em Santana do Ipanema-AL.

Conselho Tutelar - Polêmicas e atuação pífia...



O Conselheiro Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente de S. do Ipanema-AL, Manoel Belarmino dos Santos Neto, denunciou ao Blog sos periferia, a atuação pífia do Conselho Tutelar e de Órgãos de Defesa dos Direitos da Criança na cidade. Segundo o mesmo, houve um retrocesso nos trabalhos do órgão, pela falta de apoio e de afinidades de alguns Conselheiros eleitos. Ressalta ainda, que denúncias gravissímas de abusos sexuais, espancamentos de crianças entre outros casos, são difíceis de acompanhar pela falta de compromisso de outros órgãos que não cumprem o seu papel institucional. A periferia está no abandono. O tráfico e uso de drogas por crianças e adolescentes já não é novidade, o crescimento da delinqüência infanto-juvenil é assustador. Mas diante disso, encontramos instituições falidas, que não conseguem dar respostas a população.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008


Se...


Por: Cicero Souza Sobrinho (Juca)




Se a sociedade não se organizar em prol dos direitos dos inúmeros miseráveis...esta não pode reclamar se estes miseráveis “enfeiam” suas belas ruas;Se a sociedade não se compadecer dos da periferia...esta não pode se queixar se a cidade está favelada;Se o comerciante que pode mais ajudar menos...este não poderá querer que não haja pedinte à porta de seu comercio;Se um político se eximir da “responsabilidade social de lutar e FAZER pelo pobre dizendo que este não é seu papel...deve tirar o paletó e exercer a função de boiadeiro, pois lhe enganaram quando disseram que gente é como bicho;Se o poder público não cumprir o que determina a Lei (CONSTITUIÇÃO FEDERAL) sobre os pobres e as crianças...para que serve então?!?! Se as escolas não perceberem que seu papel vai além do A,B,C e 1,2,3...deveriam mudar de nome e função ou ser fechadas;Se todos pudessem colaborar com a Casa do Menor (já que com as periferias é tão impossível)...não tivéssemos tantos casos de violência nas nossas BELÍSSIMAS RUAS!!!Se...